União Geral dos Trabalhadoresl Mande um email Colônia de Férias Subsedes Sede Central

EDITORIAL

CAMPANHA VITORIOSA EM SÃO PAULO

Fechamos em novembro a Campanha Salarial 2006 para os cerca de 35 mil trabalhadores de São Paulo e Grande São Paulo, exceto a região do ABC, conquistando, depois de muitas rodadas de negociação com o setor patronal, a reposição integral da inflação do período mais aumento real e, ainda, a ampliação das cláusulas sociais e o Plano de Saúde.

As negociações, porém, não foram fáceis. Foi preciso muito empenho, muitas reuniões e assembléias, até que o nosso trabalho, e a mobilização dos trabalhadores, dessem resultados positivos. Esta conquista significa que estamos certos em nossas ações sindicais, organizadas, abertas ao diálogo com o setor patronal e atentas ao cenário econômico.

Acertamos também em nossa disposição de avançar nas negociações para o estabelecimento do Plano de Saúde. Esta nova cláusula social trará, com certeza, mais qualidade de vida para os trabalhadores, empresários e seus familiares. Era uma exigência de nossa categoria, fazia parte de nossa agenda de lutas para 2006 e, agora, assim como na região do ABC, já é uma realidade para os trabalhadores de São Paulo e da Grande São Paulo! O próximo passo, agora, é planejar novas lutas para 2007! Contamos com você!


CHIQUINHO PEREIRA
Presidente do Sindicato

OPINIÃO

POR UM SALÁRIO MÍNIMO MAIOR

Com o mesmo espírito de luta da vitoriosa Campanha Salarial 2006, iniciamos, juntamente com diversas outras entidades sindicais, de todas as centrais, a mobilização pelo aumento do salário mínimo e pela correção da tabela do Imposto de Renda.

Assim como no ano passado, o sindicalismo brasileiro está conseguindo com esta mobilização chamar a atenção da sociedade brasileira e pressionar o Governo Federal e o Congresso Nacional em busca de um salário mínimo que permita ganhos reais aos trabalhadores, aposentados e pensionistas do INSS. Temos consciência de que não será agora que o governo Lula conseguirá aproximar o valor do salário mínimo do valor de compra que o próprio presidente prometeu que iria estabelecer.

No entanto, o valor de R$ 420 já é um importante avanço. Esperamos que seja este o valor aprovado e também a devida correção da tabela do Imposto de Renda, para que os aumentos salariais conquistados pelos trabalhadores não sejam engolidos pelo Leão.

O importante é continuar no caminho de uma política constante de recuperação do salário mínimo e consolidar o tema como algo que vai além de seu enfoque meramente orçamentário e fiscal. Aumentar o salário mínimo é, vale a pena frisar, um instrumento eficaz de distribuição de renda e de justiça social no País.


PEDRO PEREIRA
Vice-Presidente do Sindicato

MOBILIZAÇÃO

QUEREMOS MÍNIMO DE R$ 420

Estamos participando ativamente dos atos das centrais sindicais pelo reajuste do salário mínimo e correção da tabela do Imposto de Renda (IR).

Participamos da manifestação em São Paulo, no dia 29 de novembro e, como parte da 3ª Marcha do Salário Mínimo, no dia 6 de dezembro, percorremos as ruas de Brasília até o Congresso Nacional.

Audiências com o presidente da Câmara dos Deputados e com os ministros do Trabalho e da Previdência e um seminário intitulado “Valorização do Salário Mínimo” também foram realizados.

O objetivo destas ações é pressionar o governo Lula a elevar o salário mínimo de R$ 350 para R$ 420 – reajuste de 20% – e também corrigir em 7,77% a tabela do Imposto de Renda (IR) visando zerar as perdas inflacionárias dos últimos anos.



A MASSA - Dezembro de 2006 - Pág 1 - Pág 2
- Pág 3 - Pág 4